Há de se convir...
Ela disse "Não tenha medo". E eu não tive. Ainda não tenho, pra dizer a verdade. Fiquei vagando ao seu redor, preso em sua gravidade e atraído por tudo aquilo que vejo. Ouvindo o infinito se aproximar, eu quero que ele se aproxime. "Não, não", eu digo a ela, "isso não é nome de vilã!". E ela acredita, presa em tentáculos maiores que ela mesma. E ela já é grande; talvez a maior. O maior está em seu nome, apesar de o menor também estar. E não só nele.
Nesse emaranhado de cosmos, eu me deixo levar. Indo a lugares nunca antes explorados, navegando pelo nada, mas tendo tudo aquilo que preciso. Ao alcance de uma mão, de um olhar. Ahh, os olhares... Aqueles dois pontos luminosos em sua face, que passam calma, tranqüilidade, conforto. Você olha, e pensa que Deus existe. Pensa que só ali ele pode existir. Ali é o lugar dele, e ele fez aquele lugar pra ele descansar. No fundo dos olhos dela, jaz o paraíso. Deus me deixou entrar, me deixou ficar. É assim que me sinto.
Diante disso, não sei como me portar. Talvez suas seis estrelas me deixem sabê-lo, mais tarde. Ela não precisa me dar nada. Ela não vai conseguir me dar nada. Simplesmente porque já me deu tudo.
Eu.

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