Sunday, July 16, 2006

O que acontece?

Acho que já usei esse título. Mesmo assim, não importa. O importante é escrever, agora. Escrever pra não morrer, ou morrer escrevendo. Também não importa.

Cinco pras quatro da manhã, olho no relógio. Sei que estou num quarto, mas isso fisicamente. E não sei por que, mas o físico não interessa mais nesse momento. O físico é só o físico, afinal. E onde estou, realmente? Onde é que fui parar, parado ali? Não entendo, apenas olho o relógio. O andar intermitente do ponteiro me faz sentir bem. Sei que ali dentro do relógio, pelo menos, as coisas não mudaram. O tempo continua passando, do mesmo jeito que sempre passou e vai passar. Procuro então me refugiar nesse maquinário inventado pelo homem pra mensurar o imensurável. Fico olhando, na expectativa de que o ponteiro comece a voltar, a fazer movimentos aleatórios, a não obedecer regras nem físicas modernas. Mas não, ele não faz isso. Viro a cabeça, volto a dormir. Finalmente, alguém respira no quarto...

Uma premonição tem estado sempre presente, já faz algum tempo. Não consegui ainda descobrir o que é, apesar de ter alguns palpites. Sinto, inegavelmente, que algo irá ocorrer (os mais céticos vão dizer que algo SEMPRE ocorre a toda hora... Bem, danem-se os mais céticos). Tenho passado dias e dias esperando, mesmo sem saber o que esperar. Não consigo sequer dizer se é bom ou ruim, se vai melhorar ou piorar algo. Simplesmente vai acontecer. E isso eu não posso (e por que ia querer?) evitar.

Até.

1 Comments:

At 17 July, 2006 19:39, Blogger Miki said...

Falso!
A cada novo giro da engrenagem, o relógio não é mais o mesmo. E ainda que, todos os dias, os ponteiros passem pelos mesmos números, o pulsar unidirecional do tempo transforma cada movimento em um evento inédito.

 

Post a Comment

<< Home