Monday, July 10, 2006

I, myself and the emptyness

Vazio. Como pode? Como é possível um dia, vinte e quatro horas e algumas pessoas fazerem isso? Como esse vazio pode ser tão grande, e tão cheio de... nada. Esse nada, essa síntese do não-ser, essa vontade de não-vir-a-ser.

Deixem de lado essas coisas. Como eu posso me submeter a isso? Tenho certeza de que não quero, mas como isso vem? A certeza existe, não existe? Não? Não sabe? Como assim??? A idéia fixa na cabeça é um pássaro voando. E isso veio agora, e isso vem mais vezes, e quando vem eu não sei o que fazer. E quando vai, pra onde vai? Vai salvar alguém? Meu salvador falta. Faltou. Não veio, e eu não fui. E nesse toma-lá-dá-cá, nessa fusão de hífens separados, eu fico na mesóclise. Sim, entender-me-iam caso soubessem o que eu sei. E se nem eu sei o que eu sei, pra quem é que eu vou contar? Pra vida, sempre ela?

O verbo é esse. Passados mil anos, não vai mudar. Não há motivo, não há explicação. Ninguém escolhe verbalizar. Ninguém, e ninguém vai bem, obrigado por perguntar. Quero ser orador, quero paraninfar, quer orar pelo universo numa casca de noz. Nós, que aqui estamos e por vós esperamos... Nós, que mecânicos e larângicos, Lagrange e grande. Nós, vós, eu, tu e eles. Derive a integral, chegue a lugar algum lugar algum lugar, e integre-se nos confins do universo. Tudo é uma grande roda, viva. E vivo eu me mantenho. Vomitando impropérios contra essa tela cheia de pixels.

1 Comments:

At 13 July, 2006 18:27, Anonymous Anonymous said...

Demasiadamente complexo, estonteantemente sinistro, brilhantemente apagado...Ahhh. Cara, vejo um eu lírico meio psicótico, um escritor com insônia e alguns bons textos sendo escritos...

É divertido ler essas coisas. Abstratas as vezes. Concretas demais outras vezes...Hehehehe, Enfim. Até amanhã.

 

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