Thursday, February 02, 2006

Se eu dissesse....

- Se eu dissesse que eu nã...
- Não diga nada, apenas me beije, vai?!?
- Tá, tá, mas se eu dissesse que eu não te amo, que as coisas pelas quais passamos juntos não significaram muita coisa pra mim, aliás, não significaram nada, o que você faria?
- Por que isso agora?
- Ahh, sei lá, me deu vontade...
- Mas que vontade é essa? Como assim? Por que você quer saber essas coisas?
- Então, é que eu tava pensando, como seria ser um cafajeste? Como seria se eu fizesse as mulheres com quem estive (e que não foram muitas, justamente pelo fato de eu não ser cafajeste) rastejarem, ficarem doidas pra me ter de volta e...
- Ei! Como assim? Não teve muitas mulheres porque não é cafajeste? E desde quando uma coisa leva à outra?
- Desde sempre! Mas esse não é o mérito da questão. Vou repetir a pergunta: se eu dissesse que...
- Não precisa repetir... Aliás, não precisa dizer mais nada. Amanhã conversamos, estou exausta. Me faz um favor? Vira pro seu lado e pensa no que acabou de dizer.
- Como assim? O que eu acabei de dizer?!?!?! Eu só perguntei se...
- Cala a boca! Seu insensível, bruto, grosso! Não tá vendo que eu não quero falar sobre isso!?!?
- Tá bom então.

Minutos depois, ela se vira e se arrepende:

- Desculpa? Na verdade, eu é quem fui grossa com você. Mas você há de entender, com uma pergunta dessas!
- Sim, é claro... Nem sei o que deu em mim. Aliás, eu é quem peço desculpas por ter feito uma pergunta tão idiota! Imagina, logo com você! Acho que eu pensei errado, imaginei que nossa relação fosse mais aberta, e que...
- Como assim? Nossa relação é aberta sim! Aliás, sempre fiz questão de deixar as coisas em pratos limpos...
- Jura?!?! Quer dizer que você vai responder à pergunta???
- Não!! Não foi isso que eu disse!
- Como não? Você mesma disse que nossa relação era aberta, quer dizer, você se propôs a deixar tudo, ouviu bem, tudo em pratos limpos!
- Hunf... Tá, respondo. O que eu faria se você dissesse que não me ama? Ahh, não sei. Acho que ficaria muito magoada, muito mesmo. Você sabe o quanto é importante pra mim, o quanto tudo isso que conquistamos é importante.
- Só? Não ia morrer de amor, ou me telefonar vinte mil vezes por dia me pedindo pra reconsiderar??
- Acho que não. Tenho meus brios, poxa. Sei que depois de algumas semanas eu estaria aceitando tudo e tocando em frente. A gente não pode parar e...
- Tá, mas não ficaria nem um pouquinho com vontade de voltar, de reatar??
- Depois de algum tempo, acho que não. Por quê?
- Ahh, por nada, só pra saber mesmo...
- E você ficou magoado? Queria que eu fosse atrás de você?
- Ahh, só um pouco. Mas sei que isso de nos separarmos nunca vai acontecer, não é?
- Ahhh, acho que não né?
- Acha que não!?!?!?!?! O que você quer dizer com isso?!?!
- Não sei.
- Como assim não sabe? Faça o favor de se explicar!
- Bem. Você pediu...
- Claro que eu pedi! Anda, desembucha!
- Hmm... Minha vez então? Ok. E se EU dissesse que isso pode acontecer?
- Hã?
- E se eu dissesse que está acontecendo?
- Humpf!
- Então vou parar de dizer.
- Ahh bom! Assim você me assusta, louca!
- Pegue suas coisas e saia da casa, por favor.

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Audaciosamente digitado por mim, que lembrei de alguns trechos de livros que durante minha vida e juntei tudo num só!

[]s!

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