Tuesday, November 29, 2005

Sonho, pra que te quero...

Essa noite tive vários sonhos. E eu nem sou tão propenso a ter sonhos assim. Mas essa noite tive vários. Sonhei com pessoas, com coisas, com casas, com atitudes. Sonhei com contas, e com letras. Sonhei sem saber que estava sonhando(óbvio...).

De uns tempos pra cá, às vezes venho me perguntando coisas e mais coisas. Por exemplo, como seria se você sonhasse que estava sonhando? Quando penso nisso, fico meio confuso. Afinal, se você sonhar que está sonhando, quando você acordar da primeira vez vai pensar que já acordou realmente, e aí nunca vai se tocar de que ainda está sonhando... Coisas desse tipo passam pela cabeça. E então, quando alguém, intrigado com seu excesso de sono te acordar, você vai pensar que "acordou demais"(assim como quando "sonhamos demais"). Entra-se num processo que, em computação, é chamado de recursão: algo que chama a si mesmo. No caso, algo que acorda o já-acordado.

Intrigante, não? Tão intrigante quanto ficar pensando no que é uma pessoa inteligente, e no que não é. Certa vez, li alguém escrever que "fulano é muito inteligente, e a prova disso é que ele está na Unicamp." Aliás, li e ouvi muitas pessoas dizerem isso. E assim, como quem não quer nada, vou passeando pelo campus. Encontrando pessoas, observando e ouvindo as conversas. Não que eu goste de me intrometer na vida dos outros, mas dessa vez era puramente científico... Precisava chegar a algumas conclusões. E elas vieram, sem muito esforço. Aliás, ela veio. E na verdade já estava lá, desde que ouvi uma frase que resume bem: idiota e formiga tem em todo lugar... Olha que aqui tem bastante formiga ;-)

[]s!!

Sunday, November 27, 2005

Bem que eu disse

A preguiça, muitas vezes, é a melhor amiga do homem. Não no sentido de que com ela você não faz nada, fica de papo pro ar, sombra e água fresca, etc... Mas pelo nobre motivo de que, se não existisse preguiça, não existiriam invenções.

Se pararmos pra pensar, por trás de toda invenção há um pouquinho de preguiça. É claro que pra colocá-la em prática e pra inventá-la, alguém teve que queimar neurônios. Mas o que conta aqui é a lei do menor esforço: vou fazer algo mais difícil agora, mas que sempre faça algo mais difícil ainda pra que eu possa descansar depois. Isso, é claro, já aconteceu muitas vezes comigo, e uma delas foi hoje. Precisava trocar as senhas de alguns serviços que eu utilizo pela Internet afora... E sinceramente, não estava afim de pensar em uma combinação totalmente maluca que só eu soubesse depois. Na verdade, eu já estava pensando há algum tempo em automatizar essa tarefa, e decidi fazer hoje isso. Fiz um programinha que gera uma seqüência de vários caracteres pré-determinados. Deu mais trabalho do que pensar na senha em si, mas a partir de hoje não me preocupo mais com isso! Inxalá!

Tá certo que isso é reinventar a roda, mas não deixa de ser fascinante ;-). E imagine, quando eu não tiver mais nada pra fazer, posso ficar gerando seqüencias de caracteres!!!!! Já pensou?!?! É, tá certo que isso não serve pra nada e nem é legal ou engraçado, mas computeiro se contenta com pouco... Muito pouco!

[]s!!

Canadiando

E a chance de canadiar está perto ;-)... Mais perto do que nunca! Agora, é só torcer pra continuar assim, e teremos mais um brasileiro em terras geladas.

Além disso, nada mais tenho a falar. Toquei durante 5 horas seguidas hoje, tirando Metallica e afins. Solos de Welcome Home já fazem parte do recital. E eles ainda dizem que o número é tudo... E ainda dizem que as exatas são a vida... Ahh, pra ser exato, não parece ;-)

[]s!!

Saturday, November 26, 2005

Quando se mente com o poder da mente...

De repente ele percebeu o que era cobrado. Aquilo que todos pediam talvez não fosse o que ele quisesse dar. E ele nem sabia direito o que ele queria dar, pois todos até aquele momento só haviam cobrado aquilo dele.

Direito sobre seus direitos ele não tinha. Há tempos deixara de aprender, apesar de o amor pelo conhecimento continuar vivo dentro d'alma. "Você lembra??", todos o perguntavam. E todos já sabia a resposta: "Mais ou menos...". Aliás, a resposta refletia não só o nível de memorização, mas também seu estado de espírito com relação àquilo tudo. Eram coisas que não se tinham dito, mas que pareciam estar lá desde que o mundo é mundo. Eram aquilo que ele devia saber(ou fingir que sabia), mas que parecia não ter aparecido. Fórmulas, macetes, dicas, livros, nomes, aquilo não fazia sentido. Deixara de respirar pra saber como se respira, deixara de pensar pra saber como tinham pensado. E ainda diziam: "Você está num centro de excelência!". Excelente como só os centros sabem ser, a turba bradava: "Somos inteligentes". Afinal, o centro é excelente...

Com o que é medida a inteligência? Réguas e fitas métricas? Balanças, dinamômetros, barômetros? Circuitos integrados projetados pra desintegrar. É claro, afinal os meios nem querem saber das justificativas dos fins. E ainda dizem: "Continua, você tá no caminho certo".

[]s!!

P.S.: Horrível... Deprimente... Mas prometo melhorar.

Thursday, November 24, 2005

Então,

Como eu já vinha dizendo há bastante tempo, não há validade pra coisas inválidas. Não que esse espaço seja inválido(acho que está longe disso pra mim), mas penso que um pouco mais de cuidado não faz mal a ninguém, nem a um blog.

Quando ela disse "vamos", nunca pensei que fosse ser desse modo. Não tão repentino. Nem tão bom e, ao mesmo tempo, assustador. Tinha pensado em algo mais calmo. Tinha realmente pensado que fosse demorar um pouco até adquirirmos intimidade. Claro que, no fundo, você sempre quer que seja assim do jeito que foi. Mas como nunca havia acontecido, achei que também não iria acontecer dessa vez. Ledo engano...

Foi, e está sendo muito bom. Ainda não sei o futuro, mas quem sabe? Quem sabe um dia alguém saiba... Quem sabe? Eu não faço questão, nem agora e nem no futuro(até porque lá eu já vou saber). Seguirei conselhos, deixarei as coisas seguirem, verei onde vai dar. Continuarei por aqui, é claro. Aliás, estar aqui é o motivo da reviravolta. É o motivo de se enxergar "S" na integral, "d" na derivada. É o motivo de ler e ser lido, e ler quem lê. É aquele motivo, que ainda não tem motivo pra existir.

Ainda bem que a tenho. E depois de pouquíssima reflexão, percebi que ela já fazia parte. De um modo diferente, mais sutil, menos parente e menos aparente. Mas sempre esteve. E mesmo que eu não escolhesse, ela sempre vai estar. Deixou de depender de mim, há bastante tempo.

[]s!!

Sunday, November 20, 2005

Filho, eis aí seu blog

Outro dia, num dos minutos em que não tenho nada pra fazer, comecei a reparar na página principal do Blogger, e vi uma coisa espantosa: muitas, mas muitas pessoas têm blogs aqui... E assim, como uma coisa leva à outra, notei que muitas delas também atualizam seus blogs ao mesmo tempo. Na verdade, não dá nem tempo de ver o título do blog naquele pequeno espaço onde só cabem 3 nomes: eles correm feito loucos! As pessoas vêem no "Publish post" uma salvação, e clicam desenfreadamente nesse botão. Obviamente, as chances de você ser visto ali são baixíssimas, pífias, quase nada. Talvez precisemos arrumar um outro meio de promoção de blogs(digo isso pois lembro-me de tempos longínquos, quando o simples fato de você atualizar seu blog num momento propícia já bastava para que o número de visitantes aumentasse). Talvez o conteúdo desses posts também não ajudem, afinal quem quer um blog metalingüístico?

***

Sempre gostei de dar títulos que chamasse a atenção de que lesse qualquer coisa escrita por mim. Redações, na época de escola, eram os palcos da ousadias nem sempre recompensadas... Hoje, num curso de exatas, não existe mais isso. O máximo que posso fazer é dar títulos pra integrais e derivadas(e olhe lá que nem são tão belas assim!)... Nesse mundo exato, entitular as coisas e/ou entidades do meu jeito é uma tarefa não muito bem vinda...

Aliás, expandindo um pouco o tema, escrever sempre foi uma atividade misteriosa pra mim... Depois de todo texto escrito, percorro linha por linha, releio, e fico imaginando como aquilo não existia há dez minutos atrás. E apesar de dizerem que o que está escrito não se perde, fico também imaginando como é fácil perder tudo isso... Fico imaginando como podemos salvar e ler o que todas as pessoas estão dizendo ou vão dizer.... É, meio sem nexo, eu sei.

***

Como todo bom devaneio, durante esses dias de hibernação por aqui, fiquei notando outras coisas... Programar um computador pode não ser uma arte, mas está perto. Conversar, aprender novas línguas e linguagens de programação, raciocinar em nossa língua mother e depois "traduzir" isso pra linguagens que ninguém fala, isso é demais. O que me encanta na Computação, além dos constantes desafios, é essa intercomunicabilidade... Você literalmente conversa(e quase quebra o pau) com a máquina, dizendo o que quer... Aliás, o que torna o desafio mais desafiante(é, dei-me o luxo de usar esse pleonasmo) é o simples fato de que a máquina é, simplesmente, burra. Não peça nada antes. Ensine a fazer primeiro...

Alias, as línguas em geral sempre me seduziram. Talvez por isso senti-me tão confortável ao ler Budapeste, e com certeza por isso estou fazendo esse curso. Talvez por isso eu goste tanto de escrever. Talvez por isso eu esteja tentando aprender japonês(ainda que "extra-oficialmente"). Talvez por isso minha mãe seja professora de português...

[]s!!

P.S.: Sim. Eu gosto de várias coisas.
P.S.: Não. Obrigado.

Saturday, November 19, 2005

Fases e ênfases...

Assim, de uma hora pra outra, comecei a ouvir Rolling Stones. E assim, também de uma hora pra outra, encontrei uma outra banda que tem um estilo muito legal...

Antes, eu tinha medo das novidades da música... Afinal, nunca sabemos o que está gravado naquela trilha de CD ou DVD ou LP ou K7. E sabemos menos ainda se vamos gostar(acho que isso é o que nos faz pensar antes de ouvir - ou conhecer - qualquer coisa nova). Mas daí, num ano qualquer entre '85 e '06, conheci o grande gênio Bezerra da Silva. Muitas vezes classificado injustamente como um pagode, Bezerra é samba legítimo, daquele raiz, daquele que dá vontade de batucar em qualquer caixinha de fósforo. E tem algo a mais: é engraçado, e é inteligente em seus trocadilhos. A partir daí(quando o conheci, eu estava começando a tomar gosto pelo violão), tornei-me mais eclético do que jamais imaginava que fosse ficar. Obviamente, minha paixão pelo Metallica não diminuiu nem um pouco, mas poxa, o mundo não é feito de uma nota só ;-)

Passei por várias outras(a última foi Led Zeppelin), e cheguei ao Rolling Stones. Talvez tarde(já há algum tempo eu pensava em como um cara de 60 e tantos pode ainda ser um símbolo sexual tão presente), mas ainda aberto a conhecer outras notas e acordes.

[]s!!

Monday, November 14, 2005

Nem tudo...

São flores, rosas ou coisas do gênero... Nem tudo é isso que se imagina, ou o que se espera. Aliás, nem tudo é que nem tudo.

Não to nem um pouco afim de manter a periodicidade desse blog, não to nem um pouco afim de postar coisas engraçadas o tempo todo, e nem de fazer análises profundas sobre o casco da tartaruga. Às vezes preciso ser um pouco futurista, do tipo "queimem as bibliotecas" ou coisa parecida. Ou quem sabe cubista, do tipo "quem tá vendo aquela quarta dimensão parada ali?". Ou quem sabe coisa-nenhumista, do tipo "bahhhh...". Não encha o saco com essas porras todas.

Nevermind, já dizia o Nirvana... Kill'Em'All, recitava o Metallica. Another brick in the wall, falou o Pink. E foda-se, falo eu. Sem férias, sem décimo-terceiro, com a carteira assinada e assim nada. Although eu considere isso uma ofensa, também não posso fazer nada. É o mundo, dizem os seus. É a sociedade, dizem as suas. Éééé... digo eu.

Cansado? Mais que cansado... Mais que tired... Talvez re-tired... Talvez mais. Talvez inglês, ou português. Talvez rima, ou clima. Talvez acento, coentro, centro e perdizento. Talvez o maybe, ou o let it be.

E sem []s! por hoje...

Saturday, November 12, 2005

Menino, isso é hora!?!?

Desde pequeno tive problemas em dormir cedo(acordar cedo então, nem se fala!). Nunca me dei bem com a luz do sol, com o calor escaldante do dia, com a muvuca de pessoas, o barulho... A noite, apesar dos pesares, traz uma calma única. Silêncio, muitas vezes, é o que eu mais preciso.

Porém, e tudo tem que ter esse porém, a noite é propícia a maus pensamentos. Principalmente se você não tem nada de bom pra fazer, como muitas vezes acontece. E ainda mais quando você já tem algum problema pra pensar! Afinal, por que deixar pra amanhã....??

E, mesmo assim, continuo aqui. Pensando, e chegando a conclusões muitas vezes inusitadas. Como um exemplo, posso citar Pedro e Bino. Um clássico da TV brasileira, "Carga Pesada" faz-me ver o outro lado da vida. O lado humano, caminhoneiro, que todos possuímos. Esse lado que quer pegar a estrada, comer em posto de gasolina, e dançar forró no bar do Zé. Como não poderia deixar de ser, nossos amigos hoje não nos decepcionaram...

A história ilustra as dificuldades que um deficiente físico(ou uma deficiente, no caso) encontra no seu dia-a-dia. E acredite, Pedro descobriu que são muitas... Tantas que até construiu uma escada de madeira para facilitar a subida da moça no caminhão. Sim, a vida traz aprendizados que só ela pode ensinar....

A moral da história, o ponto-cruz do seriado, o ápice foi o seguinte: você recebeu um dom, maior que todas as coisas. A vida. E deve aproveitá-la ao máximo, não importa o quão difícil seja isso(Bino disse).

Sem mais para o momento.

[]s!!

Nota mental 1: Nunca ligue a TV na Globo de sexta à noite...
Nota mental 2: Nunca ligue a TV de sexta à noite...
Nota mental 3: Nunca ligue a TV.
Nota mental 4: Dizer "nota mental" me faz lembrar daquele personagem do desenho "O Máskara", cuja cabeça era separada do corpo... É, nada a ver.

Wednesday, November 09, 2005

Os espaços corredores

Depois de passar na faculdade, você imagina que vai ficar um bom tempo sem estudar tanto quanto no cursinho(ou no terceiro, ou onde quer que você estivesse antes). Logo, o engano é desfeito e ninguém faz questão de que seja algo calmo: continuam atolando matéria e mais matéria em sua cabeça, como se fosse um poço sem fundo, e não estão nem aí pro quanto você estudou(ou não!) antes...

Nesse semestre, contemplado com um curso de Álgebra Linear, vejo espaços vetoriais correrem atrás de mim. Sempre achei fascinante o mundo da matemática, e sempre me emocionei com demonstrações bem feitas. Mas preciso confessar: ainda não achei uma utilidade pra Álgebra Linear. Na verdade, acho bonito o modo elegante de tratar vetores e coisas afins, e acho muito interessante ver até onde o ser humano consegue deduzir coisas indedutíveis. Mas, infelizmente, além de ser contemplado com esse curso, ganhei de presente um dos piores professores do Instituto de Matemática. E não o culpo: o dom de ensinar nasce com pouquíssimos! Porém, com ele parece ter nascido o dom de NÃO ensinar, e sinceramente nunca vi alguém dar uma aula tão relaxada.

Sempre fui alertado de que isso aconteceria, de que as coisas da faculdade seriam assim, e que é bom eu começar a me virar... Pra dizer a verdade, não me importo nem um pouco de me esforçar. Mas me importo quando encontro alguém que não o faz por nada... Tenho pena dele, dos alunos e de quem quer realmente aprender.

Oremos, então, para que os espaços vetoriais consigam cumprir seu desígnio no universo. Amém.

[]s!!

Monday, November 07, 2005

Vide o rótulo

Como o próprio título diz, "Validade Indeterminada" não tem prazo pra acabar. E apesar de, nessa última semana, tudo ter contribuído para que eu não conseguisse manter a periodicidade dos posts, gostaria de dizer àqueles que fizeram intrigas sobre o fim deste imenso espaço onde exponho minhas lorotas que não, o blog não acabou!

Festejos à parte, a semana ímpar que se passou foi uma das melhores do ano, e como não poderia deixar de ser, renovou as forças para uma arrancada final digna de Wanderley, o Cordeiro de Lima. E assim, imbuído deste espírito desbravador, comunico a meus estimados e digníssimos leitores que, brevemente, neste espaço que usted lê, repousará os tão esperados comentários sobre "Budapeste", livro do senhor Chico. E apesar de ainda não ter terminado "Ensaio sobre a lucidez", pretendo obviamente fazer mais um comentário assaz pertinente sobre a obra do senhor José.

Eeeee... That's all, folks!

[]s!!