Validade Indeterminada
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Monday, November 20, 2006
Friday, September 29, 2006
Todo dia
Quando ele acorda, já não é mais a mesma coisa. Sempre, desde que tinha ido dormir, havia pensado nos segredos da vida (e principalmente nos amores a ela relacionados), e havia pensado nas coisas que poderia fazer com o que havia pensado antes. Nunca, em momento algum - seja ele propício ou não -, a brilhante conclusão tinha se mostrado.
Naquele dia, porém, era diferente. O que se fazia com tantos sonhos ou divagações, isso ninguém o ensinara. Talvez nem fosse preciso ensinar, assim como não se ensina a andar de bicicleta, ou ninguém ensina a respirar. Profundamente, implicitamente, ele sabia que aquilo tudo não era o que ele queria. Bem, pra falar a verdade, não era o que ele havia querido; o "aquilo" já havia mudado, e mudado bastante. Também ele havia mudado, crescido, se fortalecido, e sentia-se totalmente... outro. O que o fazia sentir assim foi uma sucessão de fatos, lágrimas, sorrisos, mas principalmente aperto. O coração, vítima daquele aperto, não tinha culpa. Nunca tivera. Não se escolhe ser alto, forte, míope, azul ou amarelo. Não se escolhe amar. Não se escolhe ser amado. Não se escolhe sofrer, ou ser sofrido, ou ser feliz ou triste. A questão da escolha é meramente uma questão de escolha. Escolhe-se acreditar que se pode escolher, ou não.
Ouvindo blues, altas horas da madrugada, tendo que trabalhar no outro dia, acordar cedo e seguir as coisas, tudo anda às voltas, aos arredores. Eu vou. Sim, eu vou. E escolho quem vai comigo. Indo ou não, somos dois. Na dúvida, prefiro ser um...
Audaciosamente proferido por mim, numa das noites de insônia.
Friday, September 15, 2006
Relato Ório
É, tudo já começou e está terminando. Mais que aprender e viver, foi preciso aprender a viver. O único modo de se chegar onde se chegou é esse? Não sei. Tenho minhas mais sinceras dúvidas, e acho que não é. Mas foi o modo que escolhi. Foi o modo pelo qual cheguei. Foi o caminho que minhas pernas andaram, e se ele foi desse modo, foi porque tinha que ser.
As explicações, nesse ponto, já não fazem sentido algum. Tento relembrar, memorizar certas coisas já gastas pelo tempo (que nem foi tanto!), e talvez até reviver essas mesmas emoções. Talvez o ser humano precise disso, enfim... Talvez a tentativa de reviver (que na grande maioria das vezes acaba frustrada) seja realmente necessária, até pra se saber que o tempo, apesar de se repetir sobre si mesmo, nunca o faz do mesmo jeito. O processo, chamado "superação", é o que eu estou vendo. Ainda me lembro de muitos segundos passados, de muitas palavras e ações, e principalmente de muitos sentimentos. Ainda me lembro de quando fui, do que eu era, e do que queria que fosse. No entanto, essas lembranças estão cheias de ar quente. Cada vez mais elas se distanciam, sobem até onde você não consegue mais pegá-las e trazê-las de volta, pra depois caírem em algum lugar ermo, esquecido, que você provavelmente nunca vai visitar. E se à distância tudo parece mais bonito, isso ainda não é verdade nesse caso.
Já não me sinto prejudicado ou "coitado". Já tenho forças, maiores e mais firmes do que as que eu tinha. Mas a mágoa parece ter se consolidado. De um jeito frio, racional, perceptível. Não luto mais contra isso. Não quero relevar enquanto eu não quiser relevar. Não sei se vou querer, e isso também não incomoda. Tenho a impressão, e que por enquanto só se concretiza como impressão e nada mais, de que essa foi a última. Pelo menos a "última" desse jeito. Não é que eu tenha "emburrado" ou algo do gênero. Pelo contrário. Posso dizer, com toda a firmeza que essa impressão me deixa ter, que a alma também apanha. Apanha, até que você tome alguma atitude em relação a isso. E é exatamente essa atitude, misteriosa e desconhecida, que tomei.
Nas palavras a gente continua acreditando. São as pessoas que merecem atenção.
[]s.
Wednesday, September 06, 2006
Mais um...
Parabéns pra mim ;-). Se não há mal que sempre dure, então eu acredito e sigo em frente ;-))
Tuesday, September 05, 2006
Face única
É imprevisível. Tudo o que acontece é improvável, e se tudo na verdade acontece por causa da improbabilidade, eu já não me sinto tão mal. A distância entre céu e inferno é menor do que pensam... O caminho a trilhar pra sair de um e chegar a outro é que não é fácil. Principalmente quando se vai do primeiro pro segundo.
Tenho que fingir que as coisas estão normais. Na vida, em qualquer lugar. Na presença de pessoas desagradáveis, eu dou risada como nunca. Na presença de pessoas agradáveis, eu não consigo muito. São as várias faces de uma única cara. Amor e ódio se encontraram, e o último vence. Nunca, em vida ou morte, imagina-se sentir concomitantemente os dois sentimentos mais puros do homem. Pureza boa ou má, tanto faz. Pureza é sempre a mesma.
Não vou culpar. Não vou cobrar. Já não vejo motivo. Já sei que consigo, e sozinho. E sei também que isso é difícil, e sei que é preciso, e sei que vai ser assim e não do jeito que eu quero. De posse dessas certezas, não fica mais fácil. Mas talvez fique suportável. Talvez fique aquilo que no final vai se tornar outra coisa, e outra coisa, e outra coisa. E sempre, nessa montanha de sentimentos, nessa roleta russa de emoções, caindo e voltando a cair, levantando aleijadamente com aquilo que é teu, vivendo e des(a)prendendo. Vontade de mandar se fuder redondamente e quadradamente do jeito mais escroto que pode vir a ser. Vontade é o que não falta.
Não chegue perto. Estou em construção.
Friday, September 01, 2006
Sempre assim
Ele se pergunta até quando isso vai durar. É ruim, ele sabe disso. Além dele, todos os que estão em volta também percebem (e não se sentem confortáveis com o que acontece). Aliás, falando nisso, o que acontece? Se nem ele, que está dentro, sabe explicar, imagine as outras pessoas.
Não, não quer contar. Acha melhor não. Ninguém vai entender, e isso é o que mais o amedronta. Não se lembra de ter se sentido assim, mas agradece por TER se sentido, e não estar mais. A fase está mudando, a curva está ascendente, e ele quer mantê-la assim por um bom tempo, custe o que custar. Às vezes, o passo maior que a perna assusta um pouco, e de início pode desencorajar qualquer mudança. Mas ele sabe que dá conta, tal como vem dando desde... alguns dias. Horas e minutos sempre contam, sempre vão contar não importa o que aconteça. Um dia após o outro?? Não! Um minuto após o outro! É esse pensamento que povoa a mente.
É o que vai continuar a ser? Bem, isso já é outra história. Mas ele sabe de uma coisa... Muito importante pra ele, diga-se de passagem. É o que está sendo. É o que veio a ser. É o que provavelmente não vai ser mais, mas se já foi uma vez... que ao menos tenha sido.
Monday, August 21, 2006
Just a note
Só pra constar... Que as coisas parecem melhorar. Não sei por quais transformações passei (ainda), e não parei pra pensar pois não tive tempo pra isso. Sei que passei por todas, e de todas tirei o máximo que pude. Ainda continuo tirando (e passando por elas), mas em menor nível.
O que aconteceu foi sui-generis. Nada, eu disse NADA, se compara ou se comparou a isso. Não sei de onde veio, não sei para onde vai. Venho dizendo isso há bastante tempo, mas ainda não encontrei a resposta. Hoje foi simplesmente impressionante. Coisas surreais aconteceram, e eu me vi gostando de estar acompanhado. Me vi tirando fotos, olhando flores, guardando beijos na palma da mão, e caminhando sem compromisso. Um caminho simples, comum, mas totalmente diferente. No fim, acabei descobrindo uma coisa. O caminho nunca muda. Quem muda é aquele que o percorre. Estou percorrendo o meu, do mesmo jeito de sempre. A diferença se faz aqui dentro...
